SOMP

Síndrome dos ovários policísticos

SOMP

Nova nomenclatura da SOP e sua relação com fertilidade

A Síndrome dos Ovários Policísticos, conhecida por muitos anos como SOP, passou a ser chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina, ou SOMP. A mudança de nomenclatura busca representar melhor a condição, que não envolve apenas os ovários, mas também alterações hormonais, metabólicas e reprodutivas.

Apesar da mudança no nome, muitas pacientes ainda conhecem e pesquisam a condição como SOP. Por isso, nesta página, usamos os dois termos: SOP, por ser a nomenclatura mais conhecida, e SOMP, por refletir a atualização do diagnóstico.

A SOMP pode estar associada a ciclos menstruais irregulares, dificuldade de ovulação, sinais de hiperandrogenismo, resistência à insulina e dificuldade para engravidar em alguns casos. Na InVentre, a avaliação é individualizada e considera sintomas, exames hormonais, histórico menstrual, metabolismo, idade, reserva ovariana e desejo reprodutivo.

O que é SOMP?

SOMP significa Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina. O termo substitui a antiga nomenclatura SOP, ou Síndrome dos Ovários Policísticos, para destacar que a condição é mais ampla do que a presença de múltiplos folículos nos ovários.

A SOMP envolve alterações hormonais e metabólicas que podem afetar o ciclo menstrual, a ovulação, a pele, os pelos, o peso, a resistência à insulina e a fertilidade.

Nem toda paciente apresenta os mesmos sintomas, e nem toda alteração ovariana significa SOMP. Por isso, o diagnóstico precisa ser feito com avaliação médica.

Por que a SOP passou a ser chamada de SOMP?

A nomenclatura “Síndrome dos Ovários Policísticos” pode causar confusão porque sugere que a condição é definida pela presença de cistos nos ovários. Na prática, o quadro é mais complexo.

A nova nomenclatura, Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina, reforça três pontos:

  • “Ovariana”, porque pode envolver alterações na ovulação;
  • “Metabólica”, porque pode estar associada à resistência à insulina e outros fatores metabólicos;
  • “Poliendócrina”, porque envolve diferentes alterações hormonais.

Essa mudança ajuda a ampliar a compreensão da condição e a orientar uma abordagem mais completa.

Quais são os sintomas da SOMP?

Os sintomas podem variar bastante entre as pacientes. Entre os mais comuns estão:

  • ciclos menstruais irregulares;
  • dificuldade para ovular;
  • acne;
  • aumento de pelos em regiões como rosto,
  • abdômen ou tórax;
  • queda de cabelo;
  • oleosidade da pele;
  • tendência à resistência à insulina;
  • dificuldade para engravidar em alguns casos.

A presença de um ou mais sintomas não confirma o diagnóstico. A avaliação médica é essencial.

SOMP pode causar infertilidade?

A SOMP pode dificultar a gravidez quando interfere na ovulação. Ciclos irregulares ou ausência de ovulação podem reduzir as chances de fecundação espontânea.

No entanto, muitas mulheres com SOMP conseguem engravidar, seja naturalmente ou com acompanhamento médico. Quando há dificuldade para engravidar, o tratamento depende da idade, frequência da ovulação, reserva ovariana, exames hormonais, qualidade seminal e tempo de tentativa.

Como é feito o diagnóstico da SOMP?

O diagnóstico é realizado por avaliação clínica, histórico menstrual, exame físico e exames complementares.

O médico pode investigar sinais de hiperandrogenismo, irregularidade menstrual, alterações hormonais, resistência à insulina e aspecto ovariano ao ultrassom.

É importante destacar que a presença de múltiplos folículos nos ovários, isoladamente, não define o diagnóstico. A SOMP deve ser avaliada como uma condição hormonal e metabólica mais ampla.

Qual é o tratamento da SOMP?

O tratamento depende dos sintomas, dos exames e dos objetivos da paciente.
Quando a paciente não deseja engravidar no momento, a conduta pode focar no controle do ciclo menstrual, sintomas hormonais e fatores metabólicos.

Quando existe desejo de gravidez, o foco passa a ser avaliar a ovulação e definir a melhor estratégia para aumentar as chances de concepção com segurança.

Em alguns casos, podem ser consideradas mudanças de estilo de vida, acompanhamento metabólico, indução da ovulação ou técnicas de reprodução assistida, conforme avaliação médica.

SOMP e reprodução assistida

A reprodução assistida pode ser considerada quando há dificuldade para engravidar ou quando a paciente não ovula regularmente.

Dependendo do caso, podem ser avaliadas opções como coito programado, inseminação intrauterina ou fertilização in vitro.

A escolha do tratamento depende da idade, tempo de infertilidade, resposta ovariana, exames hormonais, tubas uterinas, sêmen e histórico clínico.

Dúvidas frequentes sobre SOP ou SOMP

Sim. SOMP é a nova nomenclatura proposta para a condição antes conhecida como SOP, com o objetivo de representar melhor seu caráter metabólico, hormonal e reprodutivo.

Não necessariamente. A antiga nomenclatura podia causar confusão. A condição não é definida apenas por “cistos”, mas por um conjunto de alterações hormonais, metabólicas e ovulatórias.

Sim. Muitas mulheres com SOMP conseguem engravidar. Quando há dificuldade de ovulação ou infertilidade, a avaliação especializada ajuda a definir o melhor caminho.

A SOMP é uma condição que pode exigir acompanhamento ao longo da vida reprodutiva. O tratamento busca controlar sintomas, reduzir riscos metabólicos e orientar o planejamento reprodutivo.

Quanto mais informações você compartilhar, mais precisa será nossa orientação.